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Liderança pelo exemplo tem base neurocientífica?

Nos treinamentos para executivos que ministro em empresas, é muito comum me perguntarem se liderança pelo exemplo tem base neurocientífica ou é apenas uma abstração dos livros sobre gerenciamento de equipes. 

Até a incrível descoberta feita por dois pesquisadores neurocientistas da universidade de Parma na Itália, essa pergunta não tinha resposta conclusiva.

Fazendo pesquisas com pequenos primatas (Macacos Rhesus) em investigações sobre a área pré-motora do cérebro, os neurocientistas liderados por Giacomo Rizzolatti, descobriram uma região na qual havia atividade cerebral detectável, pelo aumento de concentração de energia, quando os macacos realizavam algum movimento físico com finalidade especifica, como apanhar alimento por exemplo.

O curioso foi perceberem que essa área cerebral revelava ativação, mesmo quando os primatas apenas observavam outro primata ou humano realizando movimentos.

Esses neurônios foram chamados de “neurônio espelho” porque de alguma forma eles “espelham” ou repetem no contexto neurológico, os movimentos observados, mesmo que o observador não esteja realizando o movimento.

Posteriormente, neurônios espelho foram identificados nos humanos também e se mostraram associados a diversas outras atividades ou comportamentos incluindo leitura, capacidade de aprender pela observação, capacidade imitação de som, movimento ou expressões faciais e até na interação social. Esse grupo de neurônios se mostraram especialmente relevantes pela importância que tem no processo de aprendizado em geral.

Alguns acreditam que uma forma muito comum de vermos os neurônios espelho em ação é quando, em grupo, o fato de alguém bocejar, gerar nos demais uma vontade incontrolável de bocejar também,.

Liderança pelo exemplo, mais do que funcionar, é inevitável que aconteça.

Mesmo sem a intenção de gerar repetição de padrões comportamentais, qualquer indivíduo gera influência em outros, mas quem está na posição de líder, acredito possuir uma capacidade, amplificada em relação aos demais, em gerar nos outros espelhamento de comportamento, de crenças ou hábitos. Essa ampliação da capacidade penso dar-se especialmente porque tendemos a prestar mais atenção ao comportamento de pessoas que estão em posição de destaque. O espelhamento neuronal parece preceder inclusive o fenômeno conhecido como “modelação”, ou seja, a ação intencional humana de copiar um comportamento.

Como o liderado tende a espelhar o comportamento do líder, o exemplo vindo da liderança assume contornos muito relevantes para moldar a cultura, os valores e os hábitos das equipes.

Marcelo Maulepes Ph.D.

Consultor, Treinador de Líderes, Coach Executivo, Doutor pesquisador sobre neuroliderança.

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